Viver o Sol
sem queimaduras…

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Sol…calor…alegria…ou talvez não. Nem sempre o nosso amigo sol nos presenteia apenas em férias, mas também no trabalho, principalmente em trabalhos ao ar livre e com forte exposição solar.
Portanto, deve nestas situações proteger-se para evitar dissabores “ardentes”. A queimadura solar sucede da exposição excessiva aos raios solares ultravioleta (UVA e UVB), que incidem na pele, ultrapassando a capacidade de proteção solar natural da nossa pele, a melanina. 
Estas queimaduras diferenciam-se das demais, pois não são instantâneas, podendo atingir o seu pico de sintomatologia entre 12 a 24 horas após a exposição. 


Porém, os principais sinais e sintomas de eritema solar, podem começar a surgir 3 a 5 horas após a exposição:
•    Rubor
•    Dor
•    Ardor
•    Prurido


Nos casos mais graves, podem surgir queimaduras de segundo grau ou insolação, e a referenciação a consulta médica é recomendada, sendo os principais sinais e sintomas destes: 
•    Bolhas 
•    Inflamação local
•    Dor aguda
•    Edema
•    Febre
•    Arrepios
•    Náuseas


A sensibilidade da pele pode estar condicionada pela terapêutica realizada. Assim, poderá estar mais sujeito a queimaduras solares quem tem na sua terapêutica certos medicamentos dentro das diversas classes terapêuticas: antipsicóticos, antidepressivos, diuréticos, retinóides, antibióticos, antineoplásicos, imunomoduladores, entre outros.


O tratamento das queimaduras solares baseia-se em:
    Medidas farmacológicas, que incluem a utilização de:
•    Adjuvantes de cicatrização (loção, gel, creme), emolientes e pós-solares
•    Anti-histamínicos tópicos (para alívio do prurido)
•    Analgésicos (para alívio da dor)
•    Corticosteróides tópicos 
 

    Medidas não farmacológicas tais como: 
•    Evitar nova exposição solar
•    Tomar banhos de água fria ou aplicar compressas com água fria
•    Aumentar a ingestão de líquidos
•    Utilizar um protetor solar com FPS elevado


Como em todas as complicações de saúde, é melhor prevenir que remediar, tomando como medidas:
•    Evitar a exposição nas horas de maior intensidade da radiação solar (11-17 horas)
•    Usar chapéu, óculos de sol e roupas leves e fechadas
•    Utilizar guarda-sol ou outro adereço de sombra
•    Usar um protetor solar adequado de acordo com o fototipo de pele, com um mínimo de FPS 30, renovando a aplicação regularmente
•    Aumentar a ingestão de líquidos
•    NUNCA ADORMECER AO SOL


Nem tudo o que arde é queimadura…


A intolerância ao sol é uma inflamação da pele que apresenta sintomas semelhantes a uma queimadura solar e inclui a alergia ao sol e outras condições que podem causar sintomas semelhantes.
As pessoas mais suscetíveis de desenvolver intolerância englobam as pessoas de pele clara e, apesar de todos nós podermos desenvolver intolerância ao sol, as pessoas mais afetadas estão inseridas na faixa etária dos 15 aos 35 anos e pertencem ao sexo feminino.


Tal como nas queimaduras solares, a prevenção é fundamental. 
Além das já descritas anteriormente, temos a considerar a utilização de um protetor solar específico para pele sensível, reativa e intolerante ao sol, com componentes protetores, calmantes e antioxidantes, necessários para combater a produção de radicais livres. São também aconselhados os suplementos alimentares que, quando administrados de forma preventiva, são uma boa opção para reduzir o risco de desenvolvimento de intolerância ao sol.


Agora é só aproveitar estes belos dias de sol e … viva em saúde.


Sempre que precisar de ajuda, procure um profissional de saúde.
Peça conselhos ao seu farmacêutico ou médico assistente.


Élio Silva